Econotícias Online

Data: 06.11.2015

Acidente de mineradora causa destruição em Bento Rodrigues -MG, fatalidade ou falta de prevenção e precaução?

 
Um dos maiores acidentais  ambientais do país em mineradora, ocorrido no dia 05 de Novembro,  nas  barragem do Fundão  e Santarém,  pertencentes a Mineradora Samarco - Vale do Rio Doce,  localizadas no interior de  Minas Gerais.  
 
O  Distrito de Bento Rodrigues foi  atingido diretamente com um  tsunami de lama tóxica. A montanha  inundou o vilarejo abaixo da mineradora, a população local  em torno  de   200 casas, 600 moradores   foram vítimas da invasão de rejeitos tóxico misturado com lama. Só a parte alta do vilarejo não foi atingida. Segundo o sindicato cerca de 25 trabalhadores estão desaparecidos. Oficialmente duas pessoas morreram e dezenas de moradores estão desaparecidos. 
 
Órgãos ambientais estaduais responsáveis não encontraram problemas na barragem em fiscalização há 2 anos atrás. O Ministério Público Estadual disse que não havia denúncia contra a mineradora, o Ministério da Integração vai acompanhar o caso. 
 
A Defesa Civil de Mariana alerta para o risco de novos deslizamentos de terra no local. A Guarda Municipal, os Bombeiros, a Polícias Civil e Militar, a Defesa Civil e a mineradora trabalham em busca dos soterrados.    A mineradora informou que não é possível saber as causas e a extensão do acidente e que está priorizando o atendimento às vítimas e a recuperação dos danos ambientais.
 
O Instituto Prístino foi responsável em  produzir um laudo em outubro de 2013 em  função da renovação da licença de operação da barragem  da Samarco. No documento são levantados questões como  a proximidade perigosa entre a barragem do Fundão, para onde a Samarco destina os rejeitos  durante a mineração, são eles  água, terra e restos de minério. 
 
Trecho do relatório alerta: "Notam-se áreas de contato entre a pilha e a barragem. Esta situação é inadequada para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos". 
 
Na época o Ministério Público  recomendou  a elaboração de projeto de impacto do contato entre as estruturas. O promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto sugeriu a análise,  o monitoramento periódico e a  apresentação de plano de contingência em caso de acidentes.
 
Cabe a reflexão, porque  os grandes empreendimentos se colocam como vítimas dos órgãos ambientais, presionam por licenças ambientais,  não respeitam os planos de prevenção de risco de acidentes, com isso, a população  paga  com a vida, em nome de um desenvolvimento à qualquer custo. 
 
Está mais do que na hora da sociedade brasileira  levar à serio os princípios da prevenção e da precaução,  destaques do direito ambiental, mediadores  das atividades humanas que interferem  no meio ambiente. Esses princípios deveriam ser mais observados na  atuação da Administração Pública, quanto às atribuições de licenciamento ambientais e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras, utilizadoras de bens naturais  e, e que coloquem em riso a vida das pessoas e  outras formas de vida.
 

 

Tânia Mara Moraes Da Redação Movieco Imagem: //minutomais.com/ouro-preto/

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