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Data: 16.04.2015

Municípios, Estado e sociedade civil tomam posse na coordenação do Subcomitê da Bacia Hidrográfica Pinheiros-Pirapora/Alto Tietê para a gestão

Em 10 abril foi realizada a reunião do Subcomitê Pinheiros-Pirapora, que envolve as cidades de Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e a região oeste do município de São Paulo, todas pertencentes ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. Na oportunidade, foi realizada a eleição e posse dos representantes do segmento Estado, Municípios e Sociedade Civil para a constituição do Colegiado do Subcomitê gestão 2015-2017; além da eleição dos membros da Coordenação.
 
Avaliação da gestão 2013/2015;  definição dos nomes que representarão cada segmento na Coordenação do Subcomitê; definição de calendário de reuniões para o segundo trimestre de 2015;  informes e assuntos gerais também compuseram a pauta.
 
Carlos Marx, coordenador do Subcomitê no período de 2009 a 2015 e secretário de Meio Ambiente de Osasco, discorreu sobre questões voltadas aos recursos hídricos e do apoio do prefeito Jorge Lapas aos projetos ambientais desenvolvidos no município. Segundo ele, a participação da sociedade civil é muito importante para a gestão pública, especialmente nas questões referentes ao meio ambiente.
 
Em seguida, Carlos E. G. do Nascimento, da EMAE, justificou as ausências e falou dos objetivos do encontro, bem como dos desafios de envolver efetivamente os prefeitos da região, secretarias estaduais e sociedade civil no Subcomitê.
 
Amauri Pollachi, secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica Alto Tietê, fez um breve relato da gestão do ex-presidente do comitê, Chico Brito, e ressaltou o desejo de Benedito Rafael da Silva, presidente eleito no CBH-AT e prefeito de Salesópolis, em fortalecer os subcomitês no sentido de atender às suas necessidades, bem como do “ressurgimento” da Fundação Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (FABHAT), da cobrança pelo uso da água e das leis específicas como Cotia-Guarapiranga.
 
Outro assunto abordado por Pollachi foi o calendário de apresentação de projetos ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). “A crise hídrica permanece neste ano e continuará no ano que vem, por isso é importante que as propostas tenham foco na questão da redução e reuso da água e em todos os seus tipos de uso, desde urbano e agrícola até geração de energia. É preciso uma mobilização permanente na questão da água”, disse.
 
Saneamento e escassez da água 
 
A falta de saneamento traz grandes prejuízos ambientais, econômicos e sociais. Sobre a necessidade de buscar solução regional à falta de água, Carlos Nascimento relembrou que o Subcomitê apresentou ao Fehidro, por meio do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste), o projeto “Redução do consumo de água em escolas das cidades integrantes do CIOESTE”, que visa a diminuição do consumo de água em 30 escolas municipais da região, com base na metodologia utilizada no Programa de Uso Racional da Água (PURA), da Sabesp.
 
Maria Del Carmen Adsuara, da Associação Bandeirante Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (ABEAA), discorreu sobre ações efetivas para reduzir o consumo de água e amenizar os efeitos da crise hídrica como, por exemplo, mudando o atual sistema de abastecimento de água. “Essa forma não é sustentável. O que, de fato, o governo federal e o estadual fazem para melhorar o abastecimento?”, questionou e complementou dizendo que existe muito esgoto doméstico despejado no rio Tietê e há mais de 20 anos que estão tentando despolui-lo. É preciso desenvolver políticas públicas específicas e eficientes de despoluição.
 
Maria Valentina Sena e Silva, da OAB-Osasco, citou planos alternativos como captação de águas pluviais e de energia. “Além de mudar o hábito das pessoas, também precisamos modificar toda a forma de captar recursos hídricos e energéticos. Canalizar córregos não vai resolver o problema. Mesmo em momento de crise, muitas pessoas ainda desperdiçam água.”, disse.
 
Amauri Pollachi respondeu a todos os questionamentos e disse que uma das formas de melhorar a qualidade da água, do meio ambiente e das pessoas como um todo é apresentar propostas voltadas à sustentabilidade. “Há questões emergenciais e há aquelas que têm a ver com a educação ambiental que está alinhada em transformar o olhar em relação aos recursos hídricos”, comentou.
 
“O envelhecimento da rede é um dos principais motivos de vazamento e desperdício de água. Precisamos pressionar a Sabesp para acelerar a troca de tubulações”, comentou Wilson Roderval Lopes Pereira, do Conselho de Proteção ao Meio Ambiente (CPMAO).
 
Tânia Mara, do Movimento Ecológico (Movieco), comentou sobre as diversas nascentes existentes em Barueri e na região. “Não somos área de manancial, mas temos muitas nascentes em todos os municípios da região. Penso que devemos investir, seguindo o exemplo de Osasco, em projetos de educação ambiental voltados à proteção das nascentes. Outro problema é que grandes áreas estão sendo ocupadas pela especulação imobiliária. Temos de investir na proteção de áreas verdes da região e o licenciamento ambiental é fundamental”, resumiu.
 
Silzeni de Angelo Lopes, da Sema Osasco, discorreu sobre a importância do Diálogo Interbacias que propõe a educação ambiental (EA) nos subcomitês. “Infelizmente, no Alto Tietê a câmara técnica de EA está parada. Para garantir água é preciso haver a proteção das nascentes. Em Osasco o nosso projeto de recuperação de minas e nascentes é muito bom, com mais de 100 corpos d’água identificados e cerca de 30 foram revitalizados”.
 
Carlos Nascimento retomou a fala reforçando que os projetos de educação ambiental a serem apresentados ao Fehidro devem estar vinculados à uma ação efetiva em execução.
 
 
 
Avaliação da gestão 2013/2015
 
Seguindo a pauta do dia, Carlos Nascimento apresentou um balanço da gestão 2013-2015 do Subcomitê, destacando as apresentações da situação da drenagem urbana na região Pinheiros-Pirapora, onde os municípios apresentaram suas experiências e sugestões.
 
“Um dos ganhos, foi a construção conjunta de projeto regional no Cioeste voltado para a redução de consumo de água na escola. O próximo passo, é pensarmos num novo projeto regional. Outro ganho, foi a participação deste subcomitê no Diálogos Interbacias. Houve, ainda, a apresentação dos projetos de drenagem urbana por várias cidades e do projeto PURA, pela Sabesp. Para este ano, temos a proposta de visitar a ETA Alto Cotia e a ETE Barueri”, disse Nascimento.
 
Posse da nova coordenação
 
Após leitura dos representantes dos segmentos e seus respectivos indicados, houve a eleição e posse dos membros da coordenação para o biênio 2015-2017, formada por Tânia Mara (da Movieco, representando a Sociedade Civil), Marcos Moura (da Prefeitura de Barueri, representando os municípios) e Carlos Nascimento (EMAE, representando o Estado).
 
Em seu pronunciamento, Tânia Mara agradeceu aos demais pelo voto de confiança, colocando-se à disposição para estimular a participação da sociedade civil no Subcomitê. “Meu compromisso é popularizar e pensar em ações e maneiras de sensibilizar a sociedade para participar do Subcomitê”.
 
“Quando se trata do bem comum, a união de forças é imprescindível. E estou muito honrado. Espero corresponder com dedicação no sentido de valorizar o subcomitê”, disse Marcos Moura, da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri.
 
Reeleito, Carlos Nascimento agradeceu a renovação da confiança do colegiado em escolhê-lo para continuar sendo o coordenador geral do Subcomitê.
 
 
Subcomitê Pinheiros-Pirapora
 
As reuniões do Subcomitê Pinheiros-Pirapora (SCPP) são realizadas nas segundas sextas-feiras de cada mês, no Núcleo de Educação Ambiental (NEA) Jardim das Flores, localizado na Rua Georgina, 64, bairro Jardim das Flores, Osasco, SP. Informações: (11) 3684-0749.
Rosi Cheque http://www.pinheirospirapora.org.br/regiao

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