Econotícias Online

Data: 26.11.2014

Amazônia: desmatamento anual cai 18%, mas ainda é alto

Desmatamento na Amazônia Legal surpreende especialistas pois mostra uma queda de 18% entre agosto de 2013 e julho de 2014, comparados aos 12 meses anteriores. A medida é feita pelo PRODES, o sistema utilizado pelo INPE que utiliza imagens de satélites Landsat, capazes de detectar corte raso (desmatamento total) em áreas iguais ou maiores do que 6,25 hectares.

O resultado é uma perda de 4.848 hectares em 2014, contra 5.891 em 2013 (menos 18%). Trata-se ainda do resultado preliminar. Segundo o INPE, o número consolidado pode ser 10% maior ou menor do que o divulgado.

A área desmatada anual, na Amazônia, caiu 83% ao longo de 8 anos seguidos, de 2004 a 2012, vitória festejada no mundo como proeza brasileira. A mudança é boa quando comparada a base do ano passado, mas não garante que retornamos a uma trajetória de queda.

“A gente torce pela queda do desmatamento", disse Carlos Souza, pesquisador sênior do Imazon. "Entretanto, observo que esse número do PRODES ainda é o preliminar". Caso o número consolidado confirme essa medição, para Souza isso suscita investigar porque dessa vez os alertas não apontaram para essa queda.

A outra questão é que o PRODES de hoje já é passado, refere-se a uma medição que terminou em julho. De lá para cá, os alertas dispararam.

O SAD, do Imazon, mediu um aumento de 291% entre agosto e outubro deste ano. "Não podemos comemorar essa queda e perder o foco nos números que indicam uma disparada nos meses que se seguiram", disse Souza.

A Folha de São Paulo publicou que os números do DETER também vieram altos para os meses de agosto, aumento de 208%, e setembro, aumento de 66% e levantou suspeitas de represamento com fins eleitorais.

Dias antes, a presidente Dilma Rousseff adiantou que o desmatamento iria cair. Os dados mensais mostraram o contrário. Agora, é possível interpretar que Dilma já tinha informações sobre o total anual do Prodes divulgado hoje.

Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, comemorou durante o anúncio: "É a segunda menor média histórica do desmatamento na Amazônia. Mostra o compromisso do governo com a política nacional de clima, que a meta é 2020 para chegar a 3.925 km² e que nós estamos antecipando, estamos a frente do que era esperado".

 

Foto: Ministros da Ciência e Tecnologia, Clelio Campolina Diniz e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciam a diminuição da taxa de desmatamento da Amazônia.

O Eco Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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