Econotícias Online

Data: 23.10.2014

Captação de Água da Chuva é tema de oficina no Movieco

Não é de hoje que a crise da água vem sendo anunciada na metrópole paulista. Devido o desperdício e manutenção inadequada por parte das companhias de abastecimento, a falta do consumo consciente por parte da população e o descaso político deste bem comum, quem acaba sofrendo as consequências é o próprio cidadão e, por tabela, o meio ambiente.

 

Preocupado com essas questões, o Movimento Ecológico decidiu investir em uma ação direta e dedicou dois dias da semana para (re)educar a população de Barueri e região com relação ao racionamento e ao reaproveitamento da água.

 

Antes de implantar um sistema de captação de água da chuva é necessário repensar os hábitos de consumo. Tomar banhos rápidos, fechar a torneira ao ensaboar pratos, escovar os dentes e fazer a barba são quesitos obrigatórios. A reutilização da água da pia, do chuveiro e da lavadora para outros fins também está ganhando cada vez mais adeptos.

 

Segundo o educador ambiental, Rafael Bordon, o primeiro a considerar em um sistema de captação de água da chuva são as condições de oferta e de qualidade da água por meio das companhias de abastecimento local, bem como avaliar as condições temporais locais, a condição do teto ou telhado e a potencialidade de captação dessa água.

 

No caso de São Paulo, o índice pluviométrico da antiga ‘Terra da Garoa’ é de, aproximadamente, 1.400 mm/ano (milímetros por ano), suficientes para justificar a implantação desse sistema.

 

Como calcular a capacidade do reservatório?

 

Considerando uma casa com telhado de 100m2, em São Paulo, onde o índice pluviométrico é de 1400mm/ano, soma-se o potencial de captação da área do telhado (m²) x índice pluviométrico local (mm). Ou seja, 100 x 1,4 = 140 m3, ou, 140.000 litros de água ao ano.

 

É possível desenvolver diversos modelos de sistemas de captação, armazenamento e tratamento da água da chuva. Valorizar as tecnologias sociais e materiais locais que possam atender e cumprir estas funções torna-se essencial. Para isso, basicamente são necessários: calhas receptoras, tubos condutores e recipientes de armazenamento.


Mas, por que é importante descartar as primeiras águas da chuva? Por ser mais ácida e contar com resíduos provenientes da poluição, o educador aconselha implementar o sistema com um descartador primário que tem, como função, eliminar a primeira parte da água da chuva.

 

Você deve estar se perguntando se essa água captada da chuva é potável para o consumo. Rafael explica que existem tratamentos de água por meio de métodos rudimentares e químicos. Filtragem, fervura e adição de Hipoclorito de Sódio (2,5%): duas gotas por cada litro de água, são alguns exemplos. Neste último caso, a ação química leva, em media, de 10 a 30 minutos para surtir efeito.

 

Também pode-se armazenar esta água em vidros transparentes e levá-los à exposição do sol por, no mínimo, seis horas. “A filtragem por meio dos raios solares tem uma função natural que inativa parte dos micro-organismos presentes na água”, diz.

 

O custo da implantação de um sistema de captação de água da chuva doméstico varia de acordo com o material, o local e o tamanho da área onde será captada e armazenada. Para se ter uma ideia, o valor gasto com os materiais e a mão de obra especializada, considerando um telhado de 100m², gira em torno de R$1.100 à R$5.300. Já em métodos de reutilização de materiais e mão de obra ‘faça-você-mesmo’, o custo pode cair até 70%.

 

 

 

Fotos: EarthCode Project

 
Henny Freitas Fotos: EarthCode Project

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