Econotícias Online

Data: 06.05.2014

O País do “Comércio Justo”

Se você pensou que esse país fosse o Brasil, dessa vez não acertou. 
 
A Escócia acaba de ser nomeada país de “comércio justo”, o que significa dizer que em todo o seu território existe uma relação comercial voluntária e justa entre produtores e consumidores. A Escócia é o segundo país do Reino Unido (e do mundo!) a receber o título. Com ela, está o País de Gales. 
 
O comércio justo, ou fairtrade, em inglês, é uma forma alternativa de comércio promovida por organizações não-governamentais, pela Organização das Nações Unidas e por movimentos sociais e políticos (como o pacifismo e o ecológico). O comércio justo sugere a formação de cooperativas e ou organizações voluntárias, a rejeição de qualquer tipo de subsídios, inclusive os estatais, a exploração infantil, a igualdade entre homens e mulheres e o respeito aos direitos humanos. 
 
Além disso, o título se relaciona com a qualidade e a origem dos produtos, a produção sustentável, o cuidado do meio ambiente e a ausência de intermediários entre os produtores e os consumidores.
 
Portanto, a Escócia agora é oficialmente um país de “Comércio Justo”: todas as suas 60 cidades e a população do seu território cumprem com as normas econômicas desse sistema ou contam com grupos ativos que impulsionam esses critérios. 
 
Cerca de dois terços das instituições educativas da nação se somaram a essa proposta. O governo escocês também apoia a moção através do uso e da promoção de produtos ‘fairtrade’ em reuniões nacionais e internacionais.
 
As estatísticas indicam que 75 por cento dos escoceses compram produtos provenientes do comércio justo todos os anos. 
 
A prática do comércio justo é favorável à liberdade de negociação em iguais condições. Isso significa dizer que as restrições discriminatórias de produtos provenientes de países em desenvolvimento são abolidas – desde matéria prima a manufaturados e tecnologia. Dessa maneira, acredita-se que a discriminação e o protecionismo são evitados. 
 
Também existe o intento de evitar as grandes diferenças entre o preço pago por um consumidor do primeiro mundo e o dinheiro que os produtores do terceiro mundo recebem.  
 
O comércio justo pode ser considerado uma versão humanista do comércio livre, que também é voluntário entre as duas partes e não faria sentido caso uma das partes não acreditasse que seria mutualmente beneficiada.
Henny Freitas Foto: Divulgação

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