Yoga e Meio Ambiente

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Yoga e Meio Ambiente 

O Yoga é intrinsecamente ecológico. Todo Yoga é aquilo que já se chamou de "Eco-Yoga". Nas palavras do Bhagavad-Gitâ (11.48), Yoga é equilíbrio (samatva). Essa palavra não precisa ser compreendida somente no âmbito psicológico. Quando temos o equilíbrio interior, temos também o equilíbrio em relação ao ambiente. Isso se confirma pelo código moral do Yoga, abrangente e rigoroso, que abarca todos os aspectos das relações do praticante com seu ambiente e com os outros seres vivos.

Esse código se consubstancia nas cinco disciplinas morais (yama): não cometer violência, praticar a veracidade, não roubar, respeitar a castidade e não cobiçar. Assim, a não-violência (ahimsâ) consiste numa reverência por todas as formas de vida. Isso implica, por exemplo, a escolha de um estilo de vida que não prejudique o hábitat de outras espécies animais. Além disso, quando levamos a sério essa regra, temos de adotar uma dieta vegetariana. Caso isso não seja possível, temos ao menos de garantir que nosso consumo de produtos derivados de animais (carne, ovos e laticínios) não colabore de modo algum com a cruel prática da criação animal industrializada.

A regra yogue do não-roubar (asteya) implica, por exemplo, que não peguemos para nós mais do que o necessário para atender as necessidades do nosso complexo psicossomático. São poucos, porém, os que se dispõem a adotar o modo de vida espartano com o qual os verdadeiros yogins estão acostumados. Por outro lado, existem muitas coisas que podemos fazer para nos adaptar a essa obrigação moral. Assim, podemos evitar o que se chama de "consumismo" e que inclui o abominável desperdício de alimentos. Podemos aprender a usar aquilo que temos de sobra (e cujo destino é na maioria das vezes a lata de lixo) para melhorar as condições de vida de nossos semelhantes menos afortunados.

Do mesmo modo, a regra moral do não-cobiçar (aparigraha) é compreendida como uma exigência abrangente de que o homem se relacione com a vida de maneira equilibrada, sem querer tudo para si, respeitando o direito dos outros de partilhar dos recursos do nosso planeta. O viver consciente é um equilíbrio entre o dar e o receber. Assim, por exemplo, quando cortamos uma árvore num terreno nosso, ternos o dever de plantar pelo menos mais uma árvore. O pensamento eco-yogue exige de nós que colaboremos para repor os recursos utilizados. A exigência yogue de pureza (shauca), que é uma das regras de autodomínio (niyama), também pode ser compreendida num sentido ecológico mais amplo. Temos de fazer todo o possível para eliminar a poluição em nossa própria vida e para apoiar os esforços em prol da limpeza do ambiente em geral. 

 

O Movieco implementa o projeto Eco Yoga, onde oferece práticas de Yoga no Espaço Ecologia do Ser.  Confira em:

http://www.movieco.org.br/detalhe_projeto/5/_ecoyoga_

 

Autoria Tradição do Yoga, Georg Feuerstein Editora Cultrix


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