Gestão Ambiental

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Empresários modernos têm de entender muitas siglas: SGA, Sistema de Gestão Ambiental (EMS, em inglês), por exemplo, abarca um conjunto de instrumentos de gerenciamento empresarial através dos quais a empresa pode se tornar ambientalmente mais correta. Eis alguns deles: política ambiental, auditoria ambiental, informação e treinamento para entender as questões ambientais. 
 
Com base no SGA, surgiram várias outras siglas relativas a certificações ambientais, onde as empresas adotam voluntariamente regras predeterminadas de gestão ambiental. Uma delas é a ISO 14.000, conjunto de normas proposto pelo Interntational Standart Organization. 
 
Outra, atende pelo nome EMAS (Environmental Management and Audit Scheme), proposto na União Européia. Mas há as empresas que preferem os Códigos de Conduta, isto é, compromissos públicos voluntários de seguir um conjunto de princípios predeterminado. Alguns destes códigos são auditados por grupos externos, por exemplo, organizações de consumidores. 
 
Empresas avançam em direção à produção sustentável quando as condições políticas, econômicas e sociais são favoráveis. O documento do Unep-DTIE aponta o papel do governo: além de estabelecer uma legislação ambiental, ele pode criar instrumentos econômicos favorecendo quem protege o meio ambiente e penalizando quem polui. Pode, ainda, ajudar a divulgar os Selos Ambientais. 
 
Se o consumidor não compra, a empresa é obrigada a deixar de produzir, ou mudar seu sistema de produção. Esta força da sociedade civil é apresentada, no texto, através de um exemplo internacional: consumidores dos países avançados exigiram produtos ecologicamente confiáveis, forçando mudanças no setor produtivo de outros países. Alguns entendem as exigências ecológicas como restrição comercial, mas outros enxergaram uma oportunidade nisso: produzindo mais ecologicamente, empresas conquistaram mercado externo. 
 
Escrito para um evento que ocorreria na Alemanha, o texto da Unep-DTIE volta ao ‘mundo real’ quando informa que, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano da ONU, os 20% dos mais ricos do planeta são responsáveis por 86% do consumo. Os 20% mais pobres consomem 1,3% deste total. A concentração é apenas mais um dado relacionado ao consumo insustentável. 
 
O texto conclui que nosso sistema de consumo não é único no mundo. Comunidades indígenas possuem um modo de vida bem diferente, que deveríamos estudar para chegar aos novos padrões sustentáveis de produção e consumo.
Autoria Background Paper - 4. International Business Fórum - Sustainable Consumption and Production - Creating Opportunities in a Changing World - documento


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